De quem é a culpa?
O hábito de escrever de forma que o leitor
possa entender de forma clara e objetiva é algo que se tem tornado precário nos
dias atuais. O principal fator que colabora para empobrecer o hábito de redigir
é a troca de livros e revistas por novas tecnologias que visam somente o lucro.
Hoje no Brasil, segundo o IBGE, temos uma taxa
de analfabetismo de 10,4% entre pessoas com mais de 15 anos, o que ainda é um
índice muito alto. O ensino deficiente é também um problema tão grave quanto à
total falta de estudo.
O descaso dos governantes do estado
responsáveis pela educação e a melhoria continua do aprendizado é um dos
principais culpados pela falta de acesso qualitativo e democrático a um ensino
capaz de reverter essa situação degradante. Fica implícita a falta de interesse
quando vemos, diante da gigantesca necessidade, a falta de investimentos
financeiros em escolas capaz de propiciar o ensino para mudar a realidade do
país. É totalmente ao contrário, ao invés de criarem escolas com uma formação
docente competente para os professores, esses corruptos pegam o dinheiro do
povo, quando sobra diante dos roubos, e investem em estádios de futebol,
culminando assim, as esperanças do povo brasileiro.
Outra jogada esquemática para acabar de vez
com o futuro dos brasileiros é a falta de remuneração digna à ser paga para um
professor. Antes de induzir a culpa a um professor deve-se olhar para a
necessidade financeira recebida por ele pelo trabalho ministrado em sala de
aula. Como podem estar bem psicologimante para lecionar aula de qualidade se o
lado financeiro está completamente desvalorizado? Como irão viver? Como não se
preocupar?
A falta de civilizados capazes de dominarem a
escrita e acabar com este desafio é de completa irresponsabilidade da direção
do país. Os jovens brasileiros leem em media de 1,8 livros por
ano, o índice mais baixo da América Latina, enquanto os franceses leem em media
de 8 livros no ano.
Como o ser humano pode fazer algo tão
catastrófico com a população? Como conseguem culpar a população se os próprios
culpados são eles? Como iremos vencer este desafio?
O mundo está em guerra e aqui no Brasil à
violência esta de baixo dos panos. Terremotos, maremotos, tsunamis, tectonismo
e outros fenômenos destroem a população na China, Círia e outros países, mas
aqui no Brasil os políticos e a presidenta criam, a todo o momento, “fenômenos”
que geram a nefasta com população brasileira.
Os pais devem estar cientes
desse problema enfrentado e entender como a atenção de seus filhos pode ser
dominada, e este é outro grande problema. Não é de hoje que sabemos que muitos
jovens têm certo desprezo pela leitura. A única coisa que os interessam são as
revistas de fofocas de adolescentes. Isso é um agravante fundamental em sua
formação. Um dos principais fatores causador desse desestímulo é a internet e
outras tecnologias. Os jovens preferem muito mais acessar uma pagina na
internet (onde passam horas e horas), ouvir uma música ir a uma festa, jogar
conversa fora ou, ate mesmo pegar um cineminha. Não que todos esses exemplos
seja proibidos. De forma alguma, o lazer é essencial na vida de qualquer ser
humano. Mas quando preferem ter somente estas atividades como diversão, a coisa
não fica tão legal quanto parece.
É aqui que o papel dos pais
entra em controlar os horários e uso dessas novas tecnologias para que não seja
perdida e trocada a aprendizagem de seus filhos a estas coisas alheias. É
recomendável que um horário seja estipulado e que alguma atividade escolar
venha ser recompensada com uma 1 hora de uso das novas tecnologias.
Fatores que iram prejudicar
o desenvolvimento da leitura sempre haverá diretamente e indiretamente. Cabe a
cada um verificar e separar o que realmente vai ser útil para o futuro, para
que horas de aprendizagem não venha ser trocadas por coisas banais. E cabe
também aos dirigentes do país acabar com esse preconceito e medo de formar
cidadãos críticos e inteligentes para que a imagem falida da cultura brasileira
da escrita venha ser revertida e um novo índice convincente.

